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Economia brasileira e gestão de empresas é tema de palestra no último dia de Super Feira

O último dia da Super Feira Acaps Panshow (22) contou com a palestra do Engenheiro Químico, especialista em gestão e diretor técnico do Instituto Áquila, Raimundo Godoy, que trouxe em pauta o assunto “Excelência em Gestão no Varejo”.

O diretor técnico traçou um breve panorama da economia brasileira atual e mostrou a tendência de como será nos próximos anos. Godoy explanou sobre a inflação que assola o país e como isso impacta nas vendas para o consumidor final, o que diminui drasticamente o poder de compra principalmente dos clientes com poder aquisitivo baixo.

“Na nossa economia isso não é uma novidade. O Brasil, após períodos de crescimento, sofre uma estagnação que eu chamo de “tempo de reflexão””, falou.

Mas em seguida trouxe ânimo para o mercado, ao apresentar os dados de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que aponta o Brasil como principal exportador de alimentos do mundo na próxima década.

De acordo com Godoy, os países mais fortes economicamente, como os Estados Unidos, o são porque tem uma agroindústria robusta. “Estamos no caminho certo e as projeções futuras tendem a ser favoráveis, pois a agroindústria produz itens de consumo essencial. Compramos comidas periodicamente, diferente de tecnologia, por exemplo”, completou.

Após o breve relato sobre a economia, começam as dicas principalmente para o empresariado presente: “Sabe o que determina se uma empresa sobrevive ou não após um momento de crise?” perguntou, retoricamente. “Uma gestão eficiente”, afirmou em seguida. Ter gestores qualificados, segundo ele, é essencial para a sobrevivência e crescimento do negócio.

Em seguida, explicou que a missão do gestor é equilibrar o que ele chama de diversos donos da empresa: “O gestor tem que saber equilibrar os diversos donos da empresa – os fornecedores, colaboradores, acionistas, órgãos reguladores, sistema financeiro, concorrentes, clientes e o Estado. Esse é o desafio”.

Para ele a operação de uma empresa precisa levar em conta os princípios da Qualidade Total, que nada mais é do que entregar o melhor produto e prestar o melhor serviço ao menor custo para o consumidor.

Outra forma de sobreviver e se destacar é estar de olho nas tendências. “É preciso inovar. A empresa agrega muito valor diante dos consumidores quando traz um produto inovador principalmente se ele é algo inédito”, afirmou.

Porém, ele reconhece que nem sempre é possível desenvolver algo inovador, e complementou: “Aposte, então, em levar para o cliente algo que sua empresa ainda não possui, mesmo que seja inspirado no concorrente. É válido melhorar uma tecnologia já existente. O que não pode é se fechar para as tendências, senão a empresa morre”, pontua.

Como exemplo ele citou a empresa KodaK, gigante do ramo da fotografia anos atrás, mas que, por sua reluta em migrar para o digital, praticamente desapareceu.

Porém, é importante ressaltar, como ele explicou: “A primeira análise a ser feita é se o produto vai trazer dinheiro para o caixa da empresa. Se a resposta for não, pare por aí. Nenhuma empresa sobrevive sem lucro. O orçamento deve ser respeitado, pois é ele que vai determinar a sobrevivência da empresa”.

Nesse caminho, ele apontou o futuro e os desafios do varejo, chamado de Varejo 4.0, onde o empresário deve observar as tendências de geração saúde, temas como sustentabilidade, relacionamento com o cliente (online e fora da internet) e os multicanais de venda (plataformas online e lojas físicas).

Por fim, ele explica que a tomada de decisões deve partir das análises de informações da empresa tanto no ambiente interno como o externo, o que inclui, na contemporaneidade, as mídias sociais.

O Instituto Áquila é a única consultoria multinacional de origem brasileira, especializada em projetos para melhoria da gestão financeira e administrativa das empresas.



Publicado em 27/09/2016
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